Diversos paradigmas comunicacionais podem ser utilizados para compreender a comunicação organizacional. Um dos modelos mais tradicionais da área é o informacional, que trata do processo de comunicar como uma prática transmissiva, em que um emissor envia mensagens para um receptor, provocando determinados efeitos. Essa abordagem, que é a hegemônica, não leva em conta o significado do que é comunicado.
Acreditamos que a produção de sentidos é parte fundamental das relações humanas. Assim, de modo a fazer uma análise que mais condiz com a realidade, optamos por adotar o modelo relacional. Essa perspectiva, que surge a partir da Virada Linguística, é diferente da informacional, pois “vê a comunicação como um processo de produção e compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores, processo sempre marcado pela situação de interação e pelo contexto sócio-histórico” (MAIA, FRANÇA, 2003).
A interação entre diferentes sujeitos com realidades e contextos diversos, que é comum em todas as organizações, faz com que a comunicação seja mediadora e organizadora deste processo. Mais do que isso, todos os envolvidos atuam como protagonistas nas teias de construção de sentido que fundam a comunicação, independentemente do papel isolado de cada indivíduo na instituição. O que há de individual também contribui para a construção da organização.
Visto que a perspectiva adotada para nossa análise valoriza a interação e a produção de sentido dos indivíduos, nos propomos a compreender, neste blog, como os diferentes discursos agem sobre a identidade organizacional.

Nenhum comentário:
Postar um comentário